29 de julho de 2009

saia justa! 01

fotorepórter

ano passado eu me inscrevi no grupo de 'foto-repórteres' do estadão, que consiste basicamente em enviar ao portal fotos que possam interessar de alguma forma. e eis que, depois de eu ter enviado uma boa porção, desisti da questão por achar que estava perdendo tempo. bem, um ano e quatro meses mais tarde, numa busca aleatório no google, me deparei com a seguinte notícia: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL363426-5605,00-ACIDENTE+ENTRE+CARRO+E+MOTO+DEIXA+DOIS+FERIDOS.html
bem, ninguém me avisou que minha foto havia sido utilizada e muito menos por outro veículo que não a agência estado, no caso, a concorrente globo.com, de forma que enviei um email à responsável do estadão a fim de tirar satisfações. veremos o que acontece.

28 de julho de 2009

que bons ventos o levem, você que a vida inteira cuidou de um lugar que era mais que a minha casa. (Duílio † 27.julho.2009)

20 de julho de 2009

meu fim de mundo 8

sempre que eu vou para paúba, o contato com a minha infância é inevitável. parece que existe uma aura que envolve qualquer pensamento daquele lugar tão logo se faz, e não preciso estar lá ainda. como agora; basta a viagem estar planejada, eu saber que estarei lá logo mais, que já sinto o cheiro da casa fechada quando abro a porta, aquela mistura de mofo com mar, o cheiro mais próximo do que consigo definir como cheiro de lembrança. de qualquer forma, este desenho faz uma ponte direta com um desenho que postei aqui nos primórdios do blog, chamado '1994', ou 'cosmonauta dos dias de chuva', das surpresas de se tentar concretizar a imaginação em desenhos. aquele desenho era talvez o único exemplo em que me vi satisfeito com o resultado, e com este agora fico pensando o quanto hoje não tentamos realizar o que não conseguíamos quando crianças. não consigo imaginar outra justificativa para a minha fissura e fascinação pelo tema espacial.

15 de julho de 2009

do desenhar na parede I


este é o primeiro estágio do desenho que estou fazendo no hall de entrada de casa, a foto foi tirada de dentro do elevador porque a lente não tem abertura suficiente para pegar o desenho inteiro de outra forma. a janela de 157 x 159 cm já está pronta, falta agora 'só' preencher o interior dela com a vista toda, que vai demorar um bocado.
este é o detalhe do canto inferior esquerdo, para dar para ver as linhas melhor. fiz um esboço levinho de lápis, para acertar os prumos e horizontais e depois passei à caneta de retro ou CD permanente. não é brincadeira fazer uma linha reta, nosso corpo pende muito para o lado. no meu caso, a linha vertical acabava descendo para a direita e a horizontal também, o braço vai cansando e puxando tudo junto, eu sou torto que dói.e esta última foto é o que sobrou de borracha depois de apagar as linhas-guia do desenho, quase meia borracha só nesta brincadeira. agora estou recuperando o fôlego da empreitada inicial (romper a barreira psicológica do A4, quando muito do A3, já não é fácil) para continuar com a paisagem, e aproveitando para treinar para a minha intervenção (odeio esta palavra) no MAC para o projeto nascente 2009.

14 de julho de 2009

do humor e do nascer do dia


é impressionante pensar que menos de uma semana separam estes dois nasceres do sol; as fotos foram tiradas num ângulo praticamente idêntico (sem querer escolhi o que achava ser o melhor enquadramento duas vezes), mas quase não se percebe dada a diferença de clima e cores, de composição inclusive. diferença esta também no gostinho de depressão e morte para uma segunda-feira feita para se amargar na primeira foto (que, cronologicamente, é a mais nova), e de esperança nascente na outra, onde podemos até arriscar um bom-humor.

10 de julho de 2009

a consciência vermelha de gil 6

tem uns dias que a frase 'a trilha sonora da sua vida' faz muito sentido. não sei por que diabos, algumas vezes acordo com umas músicas que sequer ouvi direito na cabeça, e fico martelando estes trechos perdidos e deformados por todo o caminho até que alguma outra coisa roube a atenção. bem, neste caso usei uma passagem de 'a summer wasting' do belle&sebastian e o poema sem nome de 'el mar y las campanas', do pablo neruda, se bobear o meu preferido.

6 de julho de 2009

a consciência vermelha de gil 5


'Mas nas transações de troca, essa espécie de justiça não produz a união dos homens: a reciprocidade deve fazer-se de acordo com uma proporção e não na base de uma retribuição exatamente igual. Porquanto é pela retribuição proporcional que a cidade se mantém unida. Os homens procuram pagar o mal com o mal e, se não podem fazê-lo, julgam-se reduzidos à condição de simples escravos - e o bem com o bem, e se não podem fazê-lo, não há troca, e é pela troca que eles se mantêm unidos. Ora, a retribuição proporcional é garantida pela conjunção cruzada. Seja A um arquiteto, B um sapateiro, C uma casa e D um para de sapatos. O arquiteto, pois, deve receber do sapateiro o produto do trabalho deste último e dar-lhe o seu em troca. Se, pois, há uma igualdade proporcional de bens e ocorre a ação recíproca, o resultado que mencionamos serea efetuado. Senão, a permuta não é igual, nem válida, pois nada impede que o trabalho de um seja superior ao do outro. Devem, portanto ser igualizados. E isto é verdadeiro também nas outras artes, porquanto elas não subsistiriam se o que o paciente sofre não fosse exatamente o mesmo que o agente faz, e da mesma quantidade e espécie. Com efeito, não são dois médicos que se associam para troca, mas um médico e um agricultor, e, de modo geral, pessoas diferentes e desiguais; mas estas pessoas devem ser igualizadas. Eis ai porque todas as coisas que são objetos de troca devem ser comparáveis de um modo ou de outro. (...) O neumero de sapatos trocados por uma casa, deve, portanto, corresponder à razão entre o arquiteto e o sapateiro. Porque, se assim não o for, não haverá troca nem intercâmbio. E essa proporção não se verificará, a menos que os bens sejam iguais de um modo. Todos os bens devem, portanto, ser medidos por uma só e a mesma coisa, como dissemos acima. Ora, esta unidade é na realidade a procura, que mantém unidas todas as coisas (porque, se os homens não necessitassem em absoluto dos bens uns dos outros, ou não necessitassem deles igualmente, ou não haveria troca, ou não a mesma troca). (...) Haverá, pois, reciprocidade quando os termos forem igualizados de modo que, assim como o arquiteto está para o sapateiro, a quantidade de sapatos esteja para a casa pela qual são trocados.' (Aristóteles, Ética a Nicômaco - livro 5, p128, trad. Leonel Vallandro e Gerd Bornheim).
Desta forma, o sapateiro está para a casa assim como o arquiteto está para o sapato; ambos precisam do que o outro faz e ambos se necessitam. A necessidade é a medida da troca.

1 de julho de 2009

a consciência vermelha de gil 3

como sempre, achei válido publicar o esboço, tenho me apegado bastante a eles.
de resto só consigo lembrar do sentimento que as vezes temos que liberar simplesmente porque senão nos sentiríamos escravos.