31 de maio de 2010

o sofá


curiosamente havia 5 pessoas neste sofá, e, por algum milagre da natureza, as 5 saíram incrível e inacreditavelmente bem, naturais, de quebra. é daquelas fotos que eu fico desesperadamente louco tentando tirar e que só acontecem de vez em nunca.

30 de maio de 2010

blue thunder 07

finais de semana (mais precisamente domingos) deprimentes sempre terminam nesta série. este foi daqueles desenhos que durante metade do tempo eu desacreditei e na outra metade eu me surpreendi. terminei surpreso quando o olho pulou para fora.

29 de maio de 2010

tamanduateí 27.05.2010 (II)


um dos mais bacanas que fiz até agora, na minha opinião. curioso porque nele o rio aparece muito de leve só no fundo, mas esta presença maior dos carros em dois planos ficou muito interessante, fora o cruzamento amarelo e as faixas de pedestre, que me deram gostinho especial ao fazê-los.

28 de maio de 2010

tamanduateí 27.05.2010 (I)


nesta quinta visita eu segui a nova 'resolução' de me concentrar mais no desenho feito in loco e em casa apenas prosseguir com as massas, sem passar tudo à caneta antes. as linhas pretas davam um aspecto excessivamente caricato à paisagem, eu prefiro este ar mais 'sensitivo' , quase impressionista (claro, força de expressão) que as aguadas dão à base de grafite. o legal é que consegui me soltar mais no registro, sem ter que maneirar na pressão do lápis ou me conter para não detalhar demais e me confundir, então consigo aproveitar mais o processo menos cansativo.


ah, agora estou oficialmente atrasado em 5 desenhos, 4 da semana passado que não consegui ir à campo e 1 desta visita, porque choveu tão logo terminei o terceiro desenho. tenho, portanto, 19 até agora, 17 completos.

27 de maio de 2010

paúba em longa exposição


estas fotos foram tiradas no final de semana passado, em paúba, nesta viagem que fiz com a maíra e o mori para dar uma descansada. eu tirei todas com o tripé e exposição de 30s, com a abertura variando. eu nunca tinha feito isso com o mar, que fica incrível, parecendo um espelhão.





esta e a seguinte são as minhas duas preferidas.




nesta daqui eu girei o tripé uns 1080º enquanto o diafragma ainda estava aberto, daí o efeito bacaninha.


e esta é uma planta bizarra que fotografei para a minha mãe que curte umas maluquices.

26 de maio de 2010

meu fim de mundo 18 - folhateen


bom, esta foi a minha tirinha de estréia na folha de são paulo nesta segunda-feira dia 24.05.2010, um 'meu fim de mundo' formato especial para a contra-capa do caderno. a princípio divido este espaço com o laerte (!), angeli, alan sieber, chiquinha e adão (perdoem-me se troquei alguém), então voltarei a publicar no teen apenas daqui a 5 semanas. enquanto isso já estou trabalhando em outras ilustrações que colocarei aqui conforme forem sendo publicadas. achei que para a estréia, nada melhor que um auto-retrato e a metáfora de ser vítima de seu próprio trabalho, mas se bobear não devia nem ter feito este comentário, adorei ouvir dos meus priminhos: 'não entendi porque você virou um peixe na história?!' espero que o pessoal tenha gostado, apesar de eu ter carregado um pouco nos detalhes para uma impressão em jornal, tenho que me acostumar com isso ainda.

25 de maio de 2010

ilustração para a revista da fapesp (II)


ilustração para a edição de maio da revista fapesp. o layout e a idéia da ilustração são da laura daviña, que me chamou para o trabalho.

24 de maio de 2010

tamanduateí 13.05.2010 (IV)


último desenho da quarta visita, o 16/16. com este completei a metade do trabalho (ainda falta muito!). mas com este fiquei feliz, depois de me decepcionar com alguns desenhos. eu simplesmente suprimi as linhas que tanto me incomodavam e o efeito foi incrível, na minha opinião. deste jeito valorizei o lápis do registro original e o mantive sem a pasteurizada da canetinha. isso ainda vai me permitir desenhar mais forte e soltar um pouco mais o traço, gostei.



segue abaixo o já tradicional extrato do relato de visita:

'Nesta posição eu finalmente deixo de ver os enormes e horripilantes prédios quadradões que há tantos desenhos eu tenho que retratar. Na margem esquerda não há mais árvores pelas próximas centenas de metros e a curva do rio se mostra inteira. Na margem oposta há uma curiosa deformação na razoavelmente homogênea parede de contenção do córrego, por onde parece sair ou desaguar outro córrego, alguns metros mais alto. Aliás, a calha do Tamanduateí parece ter sido escavada vários metros, porque outros tantos córregos afluentes, inclusive o Anhangabaú, desaguam alguns metros acima do leito dele. Esta curva já permite ver as primeiras grandes construções do centro; o são vito, o poupa-tempo da sé, o banespa e o mirante do vale, e que devem continuar em vista agora por bastante tempo. Uma rua se alinhou ao meu ângulo de visão (que na verdade defini em muito para casar com ela), o que dá uma profundidade incomum à margem direita (esquerda na notação correta), e que só pôde ser representada pela peculiaridade dos ângulos entre as ruas e a curva do rio, mais um motivo para este lugar ser ainda mais notável na estrutura da cidade.'

23 de maio de 2010

tamanduateí 13.05.2010 (III)


esta semana eu demorei bastante para terminar estes desenhos por dois grandes motivos; o resultado do concurso, com o editor me ligando para pedir um monte de coisas, inclusive uma tirinha que sai amanhã no caderno folhateen, e o falecimento do meu querido avô herculano, cuja homenagem eu farei em breve e com o devido carinho.


agora, o que posso falar neste desenho será mais claro assim que virem o próximo, que terminei junto com este em paúba, durante este final de semana. eu me enchi o sacom de fazer três vezes o mesmo desenho; 1 lá no lugar, 2 passando as linhas a limpo e 3 aquarelando, fora que eu estava achando, principalmente neste últimos 5 ou 6 desenhos que eles estavam saturados na questão da linguagem, estas linhas pretas passaram a me incomodar profundamente, estão brutas, carregadas e cartunísticas demais para a proposta. o que fiz então com o último desenho (o 16º, este é o 15º) foi suprimir esta segunda etapa, e o resultado foi ótimo, na minha opinião. aproveitem então a obsolencência das linhas pretas...

segue agora, na sequência, o relato da visita deste desenho 15/16:

'Este desenho eu fiz de cima da ponte da Rua da Cantareira, de onde se pode ver com clareza a curva do rio que eu tentava desenhar por baixo da ponte anteriormente. Esta referência da curva e das pontes é muito importante como marcação das posições ao longo de um percurso, são coisas que te fazem reconhecer o local onde se está dando-lhe uma identidade que o define. Mas esta é uma questão que parece subjetiva demais para o pragmatismo urbano que parece ser o gerador e também o que mantém esta parte da cidade ativa. Passar carros é a grande e única função, as pessoas moram ali porque querem, não é o principal. Por isso uma boa sensação me percorreu quando, à partir desta ponte, muito mais gente começou a passar por mim, principalmente crianças a caminho do Liceu de Artes e Ofícios, ali na esquina da João Teodoro com a rua da Cantareira. Duas meninas de aproximadamente 9 ou 10 anos pararam para me perguntar o que eu fazia: ‘moço, você está desenhando?’ eu vira que elas tinham passado, uma delas mais tímida olhando interessada o desenho e então falado para a outra, a gordinha comunicativa, que resolveu vir e me perguntar. ‘Claro, eu respondi, por quê?’ eu perguntei o porquê porque achei curiosa a pergunta de eu estar desenhando ou não, já que elas tinham visto que eu estava e até por isso pararem para me perguntar, mas enfim. ‘Viu?!’ – a gordinha disse para a outra – ‘eu disse que eles estava desenhando’. É incrivelmente curiosa esta descrença que leva uma pessoa desenhando este lugar a todos que moram por lá, eles simplesmente não entendem O QUE eu estaria desenhando, e muito menos por quê.
Mas a partir desta posição mais elevada da cabeceira da ponte, que, na verdade, em direção ao centro, era menos elevada do que parecia antes de subir, eu pude compreender e visualizar melhor o terreno e a topografia que segue mais adiante. De fato um primeiro morro se forma mais a frente, definindo pela primeira vez um vale, ainda que muito esboçado, por onde o rio corre. Até então era tudo plano demais para definir ou justificar a passagem do rio por este ou aquele ponto em especial. E agora prédios são visíveis e presentes na geografia, ainda que o ponto específico em que tocam o chão seja sempre sugerido, eles não parecem se integrar de forma alguma ao lugar. Até porque, a avenida do estado é que parece ter que ser contida para não cair no rio, não o contrário. Aliás, se eu fosse um pouco mais cético do que eu gostaria, no geral, se o rio estivesse completamente canalizado ou não, pouca diferença faria para quem passa de carro ou mesmo a pé pela outra margem da avenida, salvo nas pontes, de onde a vista para ambos os lados é realmente bonita pelo leito do rio.'

21 de maio de 2010

concurso da folha - meu fim de mundo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u738443.shtml

saiu o resultado do concurso de quadrinhos da folha de são paulo, hoje de manhã. eu não esperava nada, mesmo, quando o cara me ligou me correu um calafrio. segunda-feira sai na folha teen outra publicaçãozinha, na contra-capa. estou indo paa paúba então estou escrevendo com um pouco de pressa aqui.
queria agradecer especialmente ao japs (http://www.flickr.com/photos/rodrigo_okuyama/) por ter me alertado e insistido para que participasse do concurso.

19 de maio de 2010

tamanduateí 13.05.2010 (II)


segundo desenho da quarta visita. este foi o mais difícil até agora; os carros simplesmente não davam trégua e era impossível ver com clareza a topografia ou os contornos dos fundos da avenida por conta do tráfego intenso. se eu decidia desenhar os carros e ignorar o fundo, não dava tempo porque no segundo seguinte o carro já não estava lá, aparecia um busão e atrapalhava tudo, ai os cantinhos de fundo que apareciam e que eu ia desenhando formavam uma teia desconexa de fragmentos. foi dureza mas saiu, ainda que a proporção entre os carros passando e as pessoas tenha ficado bastante estranha.



Abaixo coloco o que escrevi logo depois que voltei da visita e que integra o que tenho chamado de meus 'Relatórios de Visita':

'Este desenho foi o mais difícil que fiz até agora. O trânsito me deixou louco, completamente insandecido pela intensidade do tráfego. Não dava tempo de desenhar nem os carros nem o que estava por trás deles, e, como disse anteriormente, a topografia não é tão fácil como parece. Ainda assim, a existência de alguns detalhes, como a rampa da calçada ou a faixa de pedestres colaboraram muito para a variação do desenho. Aliás, este é o primeiro desenho depois de 5 seguidos que mudou significamente em composição. A ponte está próxima, bem próxima, assim como a grande curva para a direita que o rio, e consequentemente a Avenida do Estado, fazem. O cruzamento com a avenida da Cantareira é frenético, não pára um segundo, e mais que ele, há saídas para todos os lados, então há sempre carros passando em vários níveis de profundidade, como uma grande alça à esquerda que vai em direção à Avenida Cruzeiro do Sul. O conjunto enorme de prédios à esquerda do desenho chegou finalmente mais perto, desde muito tempo eles estavam presentes na paisagem, o que é curioso porque esta é uma característica muito peculiar das paisagens essencialmente horizontais; as referências são vistas desde muito longe e permanecem em vista por muito tempo, causando este efeito ou compreensão de deslocamento e aproximação, identidade da paisagem com o tempo de percurso. O mesmo acontece para o predinho amarelo bem no centro dos últimos desenhos; há muito tempo eu já sei como ele é, e quase que não preciso olhá-lo para desenhar, o que não é bom, na verdade, mas ele pouco muda em detalhes. Uma das grandes diferenças a partir deste 14º desenho é a paisagem de fundo, que agora se define numa montanha de casas e galpões, com alguns prédios pipocados no meio. Ela não tem uma geometria definida, é um amontoado de construções que parecem mesclar quadras muito longas e topografia difícil, muitas vezes em escala inadequada à importância da via, o que dificulta uma identidade rápida. Um exemplo disso é uma oficina vermelha numa esquina mais adiante. Tirando esta característica marcante de estar pintada de vermelho, a construção não tira partido algum de sua posição de esquina e cabeceira de ponte.'

18 de maio de 2010

18º programa nascente - pranchas


enfim ficaram prontas as minhas ampliações para a exposição do nascente. eu consegui, no final das contas, alguém que ampliasse manualmente, o que me deixou especialmente feliz. a beá, amiga da minha mãe, me recomendou o gibolab, talvez o último laboratório que ainda faz grandes formatos, e salvou minha pele, porque ficaram fantásticas as cópias, cada uma 60 x 40 cm.


e esta montagem foi a minha mãe que fez enquanto eu fotografava toscamente as pranchas, que colamos em casa com cola spray e papel pluma. as três primeiras fotos têm como peculiaridade a chitaki muito simetricamente ocupando a posição que em seguida eu usaria para fotografar. bom, amanhã entrego lá no maria antônia, a vernisage é segunda às 17h.

16 de maio de 2010

tamanduateí 13.05.2010 (I)


este é o primeiro desenho da quarta visita ao tamanduateí, sendo no geral o 13/16. com ele eu concluí que é difícil desenhar kombis e reflexos no rio.


14 de maio de 2010

santa maria


este é um dos meus lugares preferidos, de todos. e esta vista é uma das minhas preferidas de um dos meus lugares preferidos. imagino que isso seja importante.


ah, e outra coisa que eu sei é que a maíra gosta de bichinhos, ô se gosta, nunca vi.


agora nunca vi ela abraçando os perus, o que, eu confesso, me deixa aliviado.


e esta é uma daquelas famosas fotos que 'deram errado', mas que achei muito interessante pelo clima onírico que ela criou. na hora não havia neblina, eram tipo 16h, 17h de um dia quente e normal.

13 de maio de 2010

cepeusp (II)



estas fotos eu tirei com a M3 lá no estádio do cepê, se não me engano na quarta-feira da semana retrasada, ou da anterior, já não lembro, mas foi antes do kim quebrar o pé. este estádio foi projetado pelo ícaro de castro melo (ou mello?) para os jogos pan americanos que acabaram por nunca acontecer em são paulo, e fica no canto do cepê, na rua do estupro, mais precisamente. aliás, é sua condição de monstro abandonado que acabou por criar a rua do estupro e sua fama enfadonha, embora eu ache este estádio lindíssimo e uma pena ele ser tão pouco utilizado. inclusive quando fui tirar as fotos, um pouco antes do treino, ou seja, por volta das 19h, já estava escuro e só havia eu por aqueles cantos. algumas pessoas ainda se arriscavam pela 'trilha' de cooper que dá a volta no campo por lá, inclusive algumas meninas sozinhas, o que acho bem errado, mas numa das fotos a escala humana ficou bonita. as fotos foram tiradas com aberturas mais ou menos pequenas, já não lembro bem, mas acho que sim, porque a profundidade de campo focado ficou grande, e para isso a exposição era de 1s, constante em todas as fotos, e talvez tenha usado o 'B' numa que ficou mais clara. como não tinha tripé, eu dava um jeito de apoiar a câmera no chão e me deitava para ver como estava o enquadramento, o que só funciona porque esta leica tem uma base bem plana que assenta bem mesmo nas superfícies irregulares. a única pessoa além de mim que se aventurou pelas arquibancadas foi um japonês que subiu até o último andar (que tem uma vista bem alucinógena por conta dos refletores ofuscantes) para fumar discretamente seu baseado.


se eu não me engano esta foto tem uma exposição aleatória determinada pelo 'B' e eu contando até 5.



embaixo das arquibancadas o clima é bem deprimente. dá para imaginar o rorschach saindo de algum canto para te dar um fim ali mesmo.


pena só que o filme PB não pega o tom incrível (incrivelmente deprimente, isso sim) das lâmpadas de sódio.

12 de maio de 2010

tamanduateí 06.05.2010 (IV)


quarto desenho da terceira visita, o 12º. amanhã já volto à produção.


ah, enquanto fazia este desenho, ao meu lado mas do outro lado da rua, um mendigo vestido de verde estava sentado no chão proferindo sinônimos incontáveis para o que entendemos por 'mulher da vida', não muito bonitos mas engraçadíssimos. não dava para entender direito, mas era engraçado ver quando alguém passava por perto e ele levantava subitamente a voz e batia com um pedaço de pau no chão.


eu até que gostei deste desenho, mas ainda tenho que achar como sujar este rio que ficou muito limpinho demais agora.

11 de maio de 2010

tamanduateí 06.05.2010 (III)


desta vez coloquei os três estágios da produção: o esboço a lápis feito no local, o que costuma levar de 20 minutos a 1 hora, estourando. normalmente uns 30 ou 40 mesmo. depois, em casa, passo o esboço a caneta, é uma caneta da faber-castell de 'indian ink', uma preta com três espessuras M, F e S. esta etapa leva mais ou menos o equivalente ao tempo que demorei anteriormente, dependendo justamente da complexidade de informação do desenho. e por fim, a última etapa, que é a demorada de verdade. as aguadas de nanquim demoram pelo menos 1h30, mas acabam não passando muito disso não, salvo casos críticos, mas no geral, como vou pegando o jeito de cada coisa, este tempo tem se estabilizado e diminuido aos poucos.



neste desenho houve uma revoluçãozinha; resolvi fazer o rio claro, refletindo o céu. e de fato, ficou mais real um pouco mas eu ainda preciso dar um jeito de representar o lixo e o tom amarronzado pútrido da coisa.

10 de maio de 2010

tamanduateí 06.05.2010 (II)


eu demorei muito para ter a idéia (e a paciência) de escanear o antes e o depois de um desenho. este grafite ai em cima é o meu registro feito em campo, e o de baixo é ele emperiquitado, como já conhecem. eu comecei a escanear os grafites porque estava achando um certo desperdício perder este registro que, pra mim, já é um desenho pronto também.

9 de maio de 2010

meu fim de mundo 17


fica de homenagem para o dia das mães. foi sem querer, eu realmente não planejei a coisa com este fim, mas acho que meu subjetivo me pregou uma peça.

7 de maio de 2010

tamanduateí 06.05.2010 (I)


este é o primeiro desenho da quarta visita, a mais cansativa até agora porque pega o retão logo depois de passar pelo viaduto do metrô armênia, e acaba que os quatro desenhos são muito parecidos e têm exatamente a mesma estrutura, tirando uma ruazinha ou outra que desse para ver a esquina, umas pessoas passando, ou um carro diferente. agora, o curioso deste primeiro desenho em especial é que eu descaradamente errei na proporção vertical / horizontal, o que deu um efeito muito curioso ao desenho; a proporção grotesca da avenida do estado, com sua horizontalidade massacrante ficou reduzida a uma vielinha veneziana, de beira de rio com as casas enormes ocupando cada centímetro possível da terra parca. o próprio tamanduateí ficou irrisório perto do volumoso casario. o legal é que sem querer cheguei mais perto da proposta da próxima etapa, que é tentar resolver os problemas atuais. bom, de qualquer forma é uma coisa para se ter em mente quando olharem os próximos desenhos, onde corrigi esta distorção de proporção. ah, adorei a pichação no canto esquerdo.

6 de maio de 2010

18º programa nascente - catálogo

estou transcrevendo abaixo o texto de 1000 caracteres que tive que mandar para o catálogo do programa nascente deste ano. as fotos escolhidas para a exposição estão em seguida:

Existem coisas que fazemos simplesmente porque nos fazem bem, e talvez até por isso é que gostamos delas. A fotografia é isto e estas fotos são registro de duas viagens em que, em momentos diferentes, experimentei fotografar com um conhecimento e uma compreensão bem distintos. Duas das fotos foram tiradas no Deserto do Atacama, no Chile, em 2008, com uma Leica IIIf que meu avô me dera para que eu participasse de um curso de fotografia da FAU. Ele na época já não podia me explicar como funcionavam e eu não fazia idéia, foi com ajuda do meu pai que fui descobrindo. A câmera estava no estado em que ele me dera, sem uso há anos, apenas limpei e lubrifiquei toscamente, e por isso as fotos apresentam tantos ruídos que entendo como sendo meus também. As outras duas fotos foram tiradas numa viagem à Patagonia em 2010, com uma Leica M3 também também do meu avô mas desta vez revisada; eu contava com um tanto mais de experiência mas seguia com a mesma vontade tão simples: tentar tirar fotos tão bonitas quanto os lugares que eu via.





as duas primeiras fotos foram tiradas com a leica IIIf no deserto do atacama em julho de 2008, e as outras duas na patagonia, em fevereiro de 2010 com a leica M3.