30 de setembro de 2010

tfg - 05/xx


terminei agora só esta quinta prancha. eu tinha começado ontem e me propus a fazer uma por dia, ou tarde, na verdade, mas ontem me dei conta de que isso só vinha sendo possível porque tinha planejado estas 4 primeiras com antecedência, então na 'execução' apenas, dava para garantir. esta exigiu um pouco mais, era muito detalhe ali no canto, fora que, isso é uma questão; quando faço um desenho à lápis que será passado à caneta, como estou habituado, o lápis é temporário, é um guia, será apagado depois. ele pode ser meio 'largado' ainda que rigoroso, já que à partir dele é que o desenho sai. o fato é que ele é bastante livre e solto porque será apagado depois. desenhando deste jeito como estou fazendo neste trabalho, as linhas de planejamento de grafite apareceriam, pois não há uma caneta selecionando a linha final, é o próprio lápis. trata-se, então, de uma famosa faca-de-dois-legumes, como diria o edu, porque tenho que fazer o desenho final meio que direto, e deixá-lo limpo assim é coisa da pesada. a tinta esconde muita coisa, de fato, mas ela responde tão melhor quanto estiver a base no grafite.


e mais uma coisa, só porque já me perguntaram algumas vezes estes dias: 'tá, curti, mas o que é?'. esta é a segunda parte do meu tfg, que fica pronto no final do ano (!). na primeira parte trabalhei pesquisando a paisagem perdida, fotos, relatos, desenhos dos viajantes, definindo as fases da paisagem ao redor do rio tamanduateí. os desenhos que fiz eram a minha leitura da paisagem atual, sobre a qual trabalharei nesta etapa. levantei então algumas bases e estou trabalhando num projeto para a região, um projeto mais livre pois tem como principal intuito pensar no 'como poderia ser?', ou 'como poderia ter sido?' numa visão um pouco pessimista que partilho mais, na verdade. e este projeto será apresentado através de desenhos, novamente, desenhos que estou fazendo agora. só que, para não apenas repetir o percurso que fiz no começo do ano, ainda que fosse diferente, já que é imaginado, decidi partir para um caminho um pouco distinto, ainda que convergente (espero): me imagino (e a idéia aqui é cada um que vir o trabalho possa e venha a fazer o mesmo) na pele de um trabalhador da região, morando próximo do centro, dignamente, e estou desenhando aquilo que para mim significaria uma habitação digna, em detalhes, detalhes que eu acho importantíssimos mas que costumamos ignorar em projetos de arquitetura, aspectos lúdicos, táteis, enfim, sensíveis do que é arquitetura. o trajeto vai sendo revelado aos poucos, não vou estragar as surpresas também, ainda que já não tenha conseguido esconder até a hora da banca, hehehe.

o dia em que apareci no google street view!


pois é, eu lembrava de ter cruzado o carro do google duas vezes em são paulo, uma na esquina da clélia com a venâncio aires e outra nesta pracinha da aspicuelta com a harmonia. eu tinha certeza que apareceria na foto da clélia, porque estava paradinho no sinal e tal, mas não, foi nesta em que o carro do google manobrava no meio da rua que fui pego, duas vezes! e por causa da bicicleta não restam dúvidas.

casamento da pri - filme 11 (IX)


era isso que a daminha de honra estava olhando, ansiosa. eu estava meio assim de 'ver a noiva antes de todo mundo', porque ela estava naquela ante-sala/átrio da igreja, antes de abrirem as portonas principais. cheguei pelas portinhas laterais para espiar, sem saber se devia ou podia, mas ai o pai dela soltou: 'fotógrafos (não se dirigindo a mim especificamente, mas ao pagos - uns 3 ou 4 - que estavam perto do altar), vocês não vão fotografar a noiva saindo do carro?!' ai dei um passinho a frente e tirei umas fotos da pri se abanando freneticamente antes das portas se abrirem, esta foi quando ela me reconheceu.

29 de setembro de 2010

curiosidade - filme 11 (VIII)


a daminha de honra estava que não se aguentava, um segundo antes ela olhou para mim e agitou as mãozinhas de nervoso mas bati a foto sem ter carregado o filme, saco. enfim, foi bonitinho.

casamento da pri - filme 11 (VII)


sempre tem um (s) engraçadinho (a/os/as) estragando a (s) foto (s), não que o fotoógrafo já não o faça sozinho, mas que a galera ajuda, ajuda.

28 de setembro de 2010

tfg - 04/xx


quarto desenho da série. a única pena foi que o moleque ficou mais bacana antes de passar a tinta, odeio quando isso acontece.


marcinho - filme 11 (VI)


à noite, aqui em casa, mexendo na máquina do meu pai, a tal da olympus om-1, boa pra burro, precisamos só dar um tapa nas lentes.

27 de setembro de 2010

tfg - 03/xx


terceira prancha do trabalho. desta vez fui ainda mais detalhista com o registro do processo, escaneei os rascunhos (na verdade estes já são os finais), o grafite e o desenho acabado.


eu adoro a parte de grafite, este tonzinho amarelado do papel, o desenho todo limpinho, acho bacana. ah, e as mãos direitas, fiz com a mão esquerda, o que tenho gostado pra burro (e vem ao caso, porque do jeito que meu pulso e agora antebraço estão doendo, vou acabar de fato tendo que virar canhoto).

auto-retrato - filme 11 (V)


tem uma frase do vinícius de moraes, se eu não me engano, que eu acho muito sonora embora ele use num contexto um pouco diferente, mas que não saiu da minha cabeça desde que vi esta foto, 'um retrato do artista quando jovem'. não me chamaria de artista, mas este é o nome que quero para esta foto, hehehe.

26 de setembro de 2010

tfg - 02/xx


como a gente nunca aprende, na ansiedade de começar o desenho anterior, o primeiro (no último post), acabei esquecendo de escaneá-lo ainda no lápis, que nem fiz com este agora. a cor do papel fica tão diferente entre os dois aqui porque no grafite tenho que dar uma puxada no photoshop para dar contraste suficiente na tela, senão não dá boa leitura, mas o papel acaba muito mais amarelo do que é. e gostei mesmo, nestes, foi do piso.


as dimensões seguem as habituais do projeto; 56 x 19 cm.

marcinho - filme 11 (IV)


na casa da tia valéria, segundos depois da foto anterior. foda, eu costumo ter um problema grave com a subexposição do negativo, pois, como não uso flash e meu fotômetro é de selênio, o que significa que a leitura para luz fraca é muito defasada, tendo a compensar mentalmente estas diferenças expondo um pouquinho mais do que o indicado, geralmente funciona, às vezes assim mesmo falta luz. não foi o caso desta foto em especial mas no filme todo pequei pelo excesso desta vez, curioso.

24 de setembro de 2010

tfg - 01/xx


comecei! pronto, era isso que eu precisava, fazer o primeiro. o papel é praticamente o mesmo, 300gr, algodão, só que um pouco mais branco e com uma trama trançadinha ao invés da rugosidade mais bruta do anterior, mas se comporta muito parecido.

tia valéria - filme 11 (III)


no puro glamour, meio thelma & louise, hehe

23 de setembro de 2010

cafezinho - filme 11 (II)


marcinho curtindo seu açúcar com café na casa da minha tia, no mesmo dia da última foto, aquela da paola.

pulsite?


meu pulso estava com uns caroços enormes, ai começou a doer um pouco. estalar sempre estalou, já tinha ouvido do médico que não tinha o que fazer, especificamente. agora, depois de falar com a helena, acho que os caroços não são cistos, mas nós resultados de uma bela tendinite. agora à tarde vou no ortopedista, provavelmente vou ter que fazer um ultrassom ou ressonância, enfim, qualquer coisa eu tenho outra mão, né. agora que eu praticamente nem vou ter que desenhar para a segunda etapa do tfg.

22 de setembro de 2010

paola - filme 10 (XXII)


na hora do cafezinho na casa da tia valéria. última foto deste filme, para me despedir dos coloridos por enquanto.

pajarito - filme 10 - (XXI)


com passarinho e sem passarinho. este sabiá fica num ninho muito simpático num velho chapéu-de-sol que tem lá no escritório. já tem um bocado de ovinho a mais, acho que logo mais devem chocar. o quintal é um banquete pros passarinhos (sanhaços, bem-te-vis, sabiás, rolinhas, beija-flores, maritacas, pardais e patinhos), porque todas as frutas que comemos lá já ficam por ali mesmo, na terra.

21 de setembro de 2010

sai de mim gripe dos infernos!


última prece antes de dormir, tranquilamente, por favor.

ipê - filme 10 (XX)


no caminho do trabalho tinha um ipê e eu estava com a máquina e sem muita pressa, coisa rara.

gatucha - filme 10 (XIX)


esta mochila foi o primeiro lugar onde ela dormiu quando chegou em casa.

nerviosa? - filme 11 (I)


para provar que aconteceu, eu estive lá, eu vi, eu voltei com provas! tirei estas fotos com a leica M3, filme kodak tri-x iso 400 puxado para 1600, tele elmar 135 mm f/4. ou este filme é de fato muito melhor que o ilford ou eu comecei a acertar um pouco mais nas fotos, hehe.

ilustração caderno equilíbrio - folha de são paulo


ilustração para a matéria 'o amor não é cego' que saiu hoje, dia 21.09.2010 no caderno equilíbrio do jornal a folha de são paulo.

20 de setembro de 2010

o chamado final

eu tenho desenhado muito pouco ultimamente, isso tem me deixado um pouco triste até. sabe, quando escolhi este tema para o meu tfg eu sabia que havia um lado perigoso, o compromisso em pensar num 'breve' projeto para a região. bem, que estuda ou faz arquitetura sabe que este termo 'breve' para projeto não existe. e o que acontece é que não sei exatamente onde parar. preciso ir até um ponto de onde olhe e diga; 'parece suficiente'. mas cada vez que abro um pedacinho a mais do mapa, ele pede outra dúzia, uma puxadinha aqui, outra ligação lá e quando vou ver estou chegando no ibirapuera. ao mesmo tempo, porém, sem chegar ao ibirapuera, não consigo me convencer, então perco o pé. é 'breve' ou não é? descobri que não tenho muito saco mais para ficar destrinchando cada pormenor de um projeto desta escala, eu costumava gostar disso, mas não tenho me animado muito. corte, planta, elevações? isso já demandava tanto, resolver tudo isso e ainda desenhar depois? e se o projeto vai parando, abrindo as bordas quando eu deveria é estar fechando, dando costura, amarrando tudo, o desenho começa a demorar, o tempo aperta. mas talvez seja bom, assim largo mão de frescura e começo de uma vez. e não tenho mais o que adiar, o papel já tenho, finalmente, fui hoje comprar com a minha mãe; é o mesmo da primeira etapa, 100% algodão, 300 gramas só que um pouco mais branco e liso que o anterior, mais por uma questão de preço e oportunidade que por opção. eu até tinha pensado em fazer num papel mais claro, mas desisti porque achei que o mesmo, que havia sido tão bom, o seria também nesta etapa, mas chegando lá na casa do artista, o branco se escolheu para mim.

marcinho - filme 10 (XVIII)


estava do lado da laurinha, tem uma coisa de ficar muito sem graça quando, subitamente percebe que a máquina está virada para ele.

laurinha - filme 10 (XVII)


já ia dizer alguma coisa, se não me engano estávamos conversando sobre 'esta coisa do danilo achar que a gente não está vendo ele tirando foto'. ela fala, fala e fala, mas ai pega uma foto minha e põe de perfil no facebook. tá, eu acredito que ela não gosta.

maluquice no flickr


agora de manhã, quando olhei meu flickr, reparei que o graficozinho das stats que ontem era uma minhoca num zig-zag quase perfeito, constante, hoje era só uma minhoquinha com um cabeção. ué, falei, será que zeraram as informações da minha conta, então ficou tudo como sendo zero e hoje, com as visualizações habituais ele deu um salto enorme assim? ai abri para ver, e não, o que aconteceu é que ontem eu tive um absurdo de visualizações na galeria. e não é que um item em especial tenha sido visitado milhares de vezes, a galeria foi homogeneamente visitada; o item com mais visitas tinha 10 e o com menos 2. ou seja, ou o flickr está completamente maluco ou ontem pessoas incrivelmente pacientes zanzaram pelos 1198 itens na minha galeria. vai entender. ontem?!

18 de setembro de 2010

primaveras em flor - filme 10 (XV)


as primaveras em flor abrem mão da sua cor enigmática; ainda não é primavera, mas este seu quê de homônimo talvez a deixe mais à vontade.

camiloca - filme 10 (XIV)


pena, só digo isso, pena que esta foto saiu tremida, teria ficado muito bonitinha.

17 de setembro de 2010

desenhando na parede


vai ter festinha este final de semana em casa, ai minha mãe 'pediu' (reparem na ênfase do pedido) para eu continuar mais um pouco o famoso (pela demora, claro) desenho no hall do elevador, porque assim ela não teria que falar para as pessoas: 'não, o danilo vai continuar este desenho, é que ele não tem tempo, tfg, patati patatá'. enfim, desculpas à parte, eu acho o máximo poder desenhar na parede, mas o treco cansa, e meu pulso não anda lá muito bem, só não dá para exagerar. ano que vem fica pronto, hehehe.

mama - filme 10 (XIII)


silvia, no último dia antes de virar meio século (hoje, não na data da foto), e o dia da pizza.

16 de setembro de 2010

esboço de um beijo


esboço de uma ilustração que mandei hoje para o pessoal da folha, a definitiva deve sair terça-feira, se não me engano, no caderno equilíbrio (que é neste caderno eu tenho certeza, o dia que ele sai é que já não lembro).

vóvs - filme 10 (XII)


minha avó costuma ficar brava quando eu tiro foto sem ela estar olhando, porque ela acha que assim as rugas aparecem mais. quantos anos vocês acham que ela tem? assim posso contar para ela depois e ver se ela sossega. maior gatona.

14 de setembro de 2010

chitaki - filme 10 (IX)


olha, estas são para vocês entenderem o tipo de problema que eu passo tentando fazer tfg na minha casa. me diz se é possível?

croquis 14.09.2010


mais uns rabiscos que fiz hoje para a deixar a apresentação de amanhã um pouco menos árida, já que começar a desenhar mesmo vou só nas próximas semanas.


maíra - filme 10 (VIII)


- ei, olha para mim
- 'de novo, dan?!'
- daqui a alguns anos você vai agradecer por ter um bocado de fotos suas.
- ai céus, aposto que a foto vai ficar horrível
- é sempre um risco, né
*clic

pablito - filme 10 (VII)


pablo e um cotoco da lívia, lá na francis bacon.