30 de novembro de 2010

e o filhote saiu do ovo

Pronto, o caderno foi impresso, agora falta só apresentar (fazer os cds) e me livro desta faculdade! Cinco anos de estudo (hhahaha, entrei em 2005 saio em 2010) é um bocado e está de bom tamanho por enquanto.

branca, branquinha

estava eu lá no sítio, feliz da vida fotografando com a macro nova (que é dificílima de usar quando o mundo se mexe com o vento, você parece tremer tanto quanto uma velha com parkinson e não dá para ficar usando tripé) estes agapantos (nome desta flor que a minha mãe me ensinou), quando encontrei uma moradora.

lá no miolinho, estava ela, esta gracinha de aranha branca.

ela era meio fugidia, não gostava (imagino por quê) que eu chegasse muito perto, e nunca ficava de frente para a câmera.

mas no final consegui pegar ela de baixo, bonitinha pra burro.

lançamento do pindura 2011

Peeeeessoal, neste sábado dia 4 tem o lançamento do Calendário Pindura® 2011, do qual participei com 3 ilustrações. Desta vez são 3 desenhos por artista somando 123 ilustradores, não sei quantos de cada lugar do Brasil, mas deve ter um bocado de São Paulo também. O evento será na Loja Me Gusta, 2046 da rua Augusta, das 19h às 22h, apareçam! (o pindura sai R$25 em cash e R$30 no cartão).

29 de novembro de 2010

baratchuska

meu, cheguei a ponto de catar esta barata e por num saquinho para fotografar em casa.

bariri

Vista de uma varanda para o local onde foi implantado o Parque Urbano de Bariri, projeto do escritório 'Motta + Zene Arquitetos Associados', 2014.

28 de novembro de 2010

mandruvá

Encontrei a bichona lá no escritório. Como coloquei no álcool para levar para casa de bicicleta então os pêlos desbotaram completamente do verde habitual para este amarelo limão.







27 de novembro de 2010

le rayon vert


Não sei se todo mundo já ouviu falar do 'raio verde' que às vezes aparece no pôr-do-sol. Também não sei se é exatamente este que as histórias chamam de raio verde, mas foi a primeira vez que eu vi uma coisa assim. Na foto ele aparece um pouco mais azulado do que parecia a olhos nus, talvez pelo contraste com o vermelho do céu. Outra coisa incrível deste raio é que ele foi ficando mais vertical conforme o tempo passava, como se o sol afundando fosse erguendo ele cada vez mais reto, até esvanecer por completo.


amarelo

florzinhas

a flor deste tipo de lírio (minha mãe falou o nome e claro que esqueci, mas ela não está para eu perguntar qual é direito) é formada por um monte de mini flores fechadas.

microflores


são umas microflores que dão nesta planta que parece um cactus miniatura. tem um cheiro fortíssimo, meio ruim até.

bromelita


não é uma bromélia, nem sei como chamá-la, na verdade, mas fica nos vazinhos do meu quarto.

24 de novembro de 2010

dolores, a terrível vespa-do-atacama


A terrível e impiedosa vespa-de-fogo-cintilante-do-atacama, conservada por dois anos e meio numa caixinha de tic tac.

23 de novembro de 2010

besouro max


Finalmente sobrou um tempinho para tirar umas fotos, tenho este besouro guardado há uns 5 anos num potinho, ele que me inspirou para fazer a animação do Besouro Max. Quando eu abri saiu maior fedozão, não pus no álcool nem no formol, era uma coisa que até queria testar, se ia apodrecer ou não. Agora que abri o pote, deve acelerar o processo. Ah, isso tudo porque estou com uma lente nova, uma Macro EF-S 60mm, que para a minha câmera funciona como uma 96mm. Estas fotos eu tiri com um tripé, abertura 32 e exposição de 15 a 25 segundos. Tem que ser assim, porque tão de perto, se eu focasse no meio da casca com uma abertura maior, desfoca todo o resto.


18 de novembro de 2010

a rosa


gostei especialmente desta foto, foi tirada na capela do morumbi com uma leica m3, ekachrome 100, lente 135mm.

17 de novembro de 2010

hudinilson - capela do morumbi


exposição do Hudinilson na capela do morumbi, dei uma passada com o marcinho e a laura no dia do fechamento. São incríveis as reproduções que ele faz em fax (!) de obras famosas.

16 de novembro de 2010

tfg - 39/xx

parque dom pedro e colina histórica, quase imperceptível, ao fundo.

sobre bicicletas e ciclistas

Antes de tudo: eu ando de bicicleta todo dia, gosto pra burro disso, não troco por nada. Rodo 100, 120 km por semana, faça sol ou faça chuva, frio ou vento contra. Sou um cara normal; fico feliz, eufórico, puto, deprimido, varia como tudo numa pessoa. Tem dia que andar de bicicleta é o máximo, tudo que eu sempre quis, curto cada segundo. Noutros, que nem hoje que está chovendo, ou quando estou especialmente cansado (treino handebol, corro e ando de bicicleta, estudo, trabalho), triste, ou de saco cheio, isso pode não ser verdade, é custoso, e vocês (ciclistas) bem sabem como um sacana qualquer no caminho pode acabar com nosso humor de um segundo para o outro. Meus desenhos falam sobre isso, sobre o que EU passo como ciclista e imagino que muitos outros devam passar também, afinal, o cenário do ciclista em São Paulo é bem parecido.

Vivemos numa cidade cujos motoristas não têm costume/educação de respeitar os ciclistas e não dispomos de muitos locais de circulação adequada/devidamente segregada/preferencial de bicicletas em quantidade significativa. Os projetos de ciclovia põe em conflito o cliclista e o pedestre, como se andar de biciclieta na cidade fosse brincadeira de criança no parque, ou, mais absurdo ainda, ciclista e ônibus numa mesma pista (!) que deve ser algum plano diabólico para assassinar todos nós, não é possível. Mas não tenho nada contra o automóvel em si, acho que destrutiva é a forma como as políticas foram se sucedendo para torná-lo a única opção de circulação 'legal' na cidade em detrimento do próprio espaço urbano de qualidade (Quem mata, a arma ou quem atira?). As ruas e avenidas são compreendidas como lugares exclusivos (e por direito) de uso dos carros, o que não é verdade. Córregos, rios, morros, tudo retificado, estreitado, modificado para melhorar o fluxo, a pressa, a rapidez de deslocamento em automóvel.

A indústria automobilística, o marketing, nosso estilo de vida, o capitalismo, o que for, fazem a sociedade acreditar que é importante ter um SUV ou um maldito 4x4 para conseguir sair da garagem do prédio, preto de preferência, porque assim se usa mais ar condicionado e se bebe mais gasolina, para andar, obviamente sozinho no banco de couro creme ouvindo Bach. Três canos de escapamento, porque assim sai mais fumaça e o carro parece mais potente, maior e mais imponente, afinal, o 'carro diz uem você é'. Ou então que nem as motos, cujos escapamentos são estrategicamente direcionados de forma a expelir exatamente na altura do rosto de um ciclista que esteja atrás dela, é impressionante a 'coincidência'. Ou aquelas motos enormes estilo estradeiras, que só servem para fazer barulho. Parece, e é, uma verdadeira teoria da conspiração, um ciclo vicioso, um fim em si mesmo.

A grande maioria das pessoas fica muito presa aos meio convencionais de deslocamento, aqueles que ela conhece e que a sociedade costuma mostrar como sendo as opções disponíveis a ela: carro, metrô, ônibus, trem, moto. E de fato, para ir trabalhar de bicicleta, há uma série de inconvenientes a lidar; desde onde estacionar a magrela (já ouvi muito: 'aqui neste estacionamento não pode porque bicicleta risca carro) até onde se trocar, se 'esfriar' depois do superaquecimento proveniente da atividade física que é pedalar, o suor, como transportar sua roupa, sapatos, etc. É necessária uma certa organização, e claro, vontade, porque nem sempre é fácil. E não se trata de um mar de rosas.

E é aqui que eu queria chegar; a todos que têm comentado no blog depois da Ana (obrigado, Ana) ter linkado minhas tirinhas aos blogs do pessoal cicloativista, obrigado por aparecerem por aqui e comentado, é bom ouvir que o pessoal se preocupa com a imagem do ciclista. Mas me recuso a tratar a posição do ciclista na cidade como o mártir do bem, acima da perversidade do mundo de hoje. Eu me sinto assim às vezes, isso me motiva, eu sei que estou fazendo algo bom e que vale a pena, por mim e por todos. Por isso respeito e apoio muito o pessoal que tem estas iniciativas; vejo sempre as plaquinhas do 'um carro a menos', que sempre me inspiram. Mas eu sim sinto raiva também, tenho humor (bom e mau) oscilando durante o dia, vibro e tenho vontade de matar conforme as coisas que me acontecem. Aposto que com ninguém é diferente, não sou um monge zen. E este é um dos motivos da minha abordagem; eu ando de bicicleta, eu adoro, mas também me enche o saco o exagero da causa, posição, o ativismo, a atitude pró-salvação-da-terra. Assim como tenho vontade de queimar o jornal quando as 5 primeiras páginas são propaganda do Hiunday SUV sei lá o que, o 'melhor carro do mundo' segundo eles mesmos. É contraditório, egoísta, esquisita a minha atitude, mas este sou eu.

A questão é que gosto de fazer e ponto. Gosto de andar de bicicleta porque isso me faz bem, não quero convencer ninguém, obrigar, fazer com que se sintam culpados, e é o que acontece algumas vezes e que me incomoda muito. É ainda uma opção para as pessoas. Não digo que não seja um bom exemplo nem algo que devamos deixar de fazer, lutar, por favor, continuem porque é uma coisa importantíssima, só não gosto eu de fazê-lo tão descaradamente. Sei que a minha posição é delicada, ainda mais publicando num jornal de grande circulação como a Folha, mas não quero passar a imagem do ciclista como um anjo, muito menos alguém errado, longe disso, só de uma pessoa com conflitos normais de personalidade, enfim, menos radical que a imagem pasteurizada do ciclista costuma ter. E tirar sarro de nós mesmos, acho algo positivo. Talvez isso ajude a aproximar outras pessoas, enfim, é uma abordagem diferente.

tfg - 38/xx

15 de novembro de 2010

tfg - 37/xx

já que a avenida do estado está enterrada, correndo que nem imã no fluxo das águas, com o esgoto, canal e águas pluviais, o acesso de cargas ao complexo intermediário do ceasa no pari também se faz por vias subterrâneas. por estes poços de ventilação e iluminação as pessoas podem ver e ouvir o abastecimento ao longo do dia, numa simplificação de cidade estratificada (simplificação porque esta coisa de 'estratificar' as funções, quando levada ao extremo, assassina a cidade mais que a ajuda).

o terrível ciclista rancoroso - folhateen 15.11.2010


14 de novembro de 2010

tfg - 36/xx


o final do pátio do pari, lago de controle de enchente e manobra à direita, pomar, praça d'água e praça de sombra à esquerda, com galpão da rsj ao fundo. ao centro, edifício paula sousa, antiga estação da light, e ao fundão, mercado municipal, são vito e parque dom pedro II.

na porta da capela - filme 14 (IX)

13 de novembro de 2010

janela da alma


eu estava pensando agora cedo numa questão que vem sempre à minha cabeça: eu não enxergo de verdade. não sem uma gelatina colada no olho ou um par de vidros pendurados no nariz. não veria 'nitidez' se não fosse isso, não de longe. tudo para mim seria perto, coisa de um palmo. é estranho pra burro, porque eu me habituei a enxergar, compensar esta deficiência a ponto de muita gente não saber que eu uso óculos. ver, ouvir, deixar de fazê-los, não sei se sou o único que fico a pensar nas situações primordiais; o homem tendo que se virar por ele mesmo, da forma que veio ao mundo, cenários extremos, enfim, delírios. pensando nestas coisas - valores quase absolutos - parece que nossas preocupações são pura mesquinhez.

10 de novembro de 2010

tfg - 33/xx


quando fui escrever que prancha era esta atrás, marquei 32. ai escaneei tudo e só na hora de salvar o arquivo me toquei que já era a 33. pelo menos não confundi para cima, seria muito mais decepcionante!

capa caderno TEC 10.11.2010 - Folha de São Paulo


ilustração para o caderno TEC da Folha de São Paulo de hoje, dia 10.11.2010. A dúvida que ficou (sim, eu vou falar com eles lá) é por que a imagem saiu com uma qualidade tão baixa no jornal sendo que mando sempre o arquivo com o tamanho solicitado em 300 dpi. Abaixo está a imagem (comprimida para web) do arquivo que enviei para eles.